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terça-feira, 3 de junho de 2014

Dia X–O eterno retorno

     Fala pessoal, tudo beleza? Então, pra comemorar a volta – bem, queria dizer volta, e comentar todo empolgado sobre as coisas, mas pra variar estou enrolando com isto – e talvez encher um pouco de linguiça… Ah, nem sei bem o que falar, só sei que quero escrever, saca? x.x

     Bem, entrando no título, nada mais adequado que pegar uma ideia de Nietzsche, justamente a que inicia este texto: A noção do eterno retorno – que tem eras que eu li o Assim falou Zaratustra, O Anticristo, e o Humano, demasiado humano, então me corrijam se eu passar da conta – é que, como podemos pensar, uma hora as coisas começam a se repetir. E ele encara isso de maneira mais ou menos literal, assim chega a um ponto de nossa vida onde as coisas simplesmente começam a se repetir, como se preso em um loop eterno, inexorável. Acho que na época – 17/18 anos – achei a ideia bem boba, mas olhando hoje, não diria que isso é de todo estranho. Digo isto mais pelos ciclos de marasmo que eu tenho, e que provavelmente a maioria das pessoas têm; dias repetidos, fazer sempre a mesma coisa, ter ações diferentes e sempre voltar ao que era no começo. Não estou falando da rotina, que é outra coisa, mas da inércia que pode acometer o ser. E engraçado como, extrapolando um pouco o pensamento, essa inércia é justamente o mal que até nos impede de mudar as coisas, o famoso medo do desconhecido…. Enfim, a ideia é justamente desse pensamento de Nietzsche, e acho que a evoquei pois quero exorcizar este meu demônio.

     Agora, fugindo do assunto, deu vontade de falar um pouco da situação atual, ou de coisas que queria fazer por aqui, mas vou simplesmente falar um pouco de geometria de Weyl; na verdade, vou preguiçosamente falar um pouco pra vocês sobre a dita cuja, para testar se ainda funciona a inserção de comandos de LaTeX por aqui ^^

1 – Equivalência conforme em Variedades diferenciáveis.

     Para começar, tomemos $M$ como uma variedade diferenciável de dimensão $n$, e $C(M)$ o conjunto de todas as métricas definidas em $M$. Neste conjunto, podemos construir a seguinte relação de equivalência: dizemos que $g_1$ e $g_2$ são conformalmente relacionadas se existe uma função $\lambda:M\rightarrow\mathbb R$ tal que, a cada ponto $p\in M$,

$$g_2(p)=e^{\lambda(p)}.g_1(p).$$

Assim, dizemos que $g_2\sim g_1$, e o conjunto $C(M)/\sim$, cujos são elementos são as classes de equivalência construídas, é dito classe conforme de $M$. Assim, o par $(M,[g])$ é dito uma métrica conforme  em $M$.

2 – Conexão de Weyl.

     Bem, vamos agora dotar $(M,[g])$ de uma conexão linear. O problema aqui é que, apesar de cada representante de $[g]$ induzir naturalmente uma conexão riemanniana, a conexão é diferente para cada membro, o caráter riemanniano de um dos representantes não é “preservado” quando trocamos de elemento, “quebrando” a invariância conforme. Mas Weyl mostrou que podemos, dentro da classe, introduzir uma conexão linear $\nabla$, da seguinte forma: A cada representante da classe, associamos uma 1-forma $\omega$, de tal forma que

$$ \nabla_X g=\omega(X).g,$$

Assim, quando efetuarmos a mudança entre elementos de $[g]$, esta relação será preservada se tivermos a mudança

$$ \omega_2=\omega_1+d\lambda$$

onde $d\lambda$ é a diferencial da função $\lambda$.

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Outro dia continuamos com isto, bora ver se cola xD

     See ya at the next savepoint,

Aurélio.

Ps.: Sim, tem um tempo que este texto está no rascunho, e mais do que nunca, esta inércia dos infernos se adequa ao bendito do texto. Eu quero exorcizar isto de mim, sabe? E por mais que isto pareça uma vitrola quebrada, que ainda seja a mesma lenga-lenga de sempre, eu tenho que mudar, pelo simples motivo de que não dá mais; como dominarei o mundo se não consigo nem acordar cedo pra fazer café para a minha mulher? Se nem consigo por ordem nos meus pensamentos, na minha vida? Ah, isto está virando outro texto, então vou deixar esta lamúria para outra hora, e que Lenneth nos ajude a esconjurar esta porra! \o/

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Torre de Hanói, Tangram e outras coisas da semana =D

     E aí galera, tudo beleza? Depois das últimas postagens, fiquei com vontade de escrever mais, mas essa semana foi um pouquinho atribulada, não consegui terminar muita coisa… Mas, como pegamos este feriado, acho que vou poder terminar, e papear mais um pouco com vocês (algum dia eu paro de me iludir achando que falo com uma pá de gente ;p) ^^

     Bem, a duas semanas atrás a Universidade estava em polvorosa, pois estavam nos preparativos finais para a edição local da Semana de Ciência e Tecnologia, e eu fui convidado (leia-se… convidado mesmo, eu aceitei de idiota que sou x.x) para tomar conta das atividades do laboratório de ensino de matemática. Justo eu, o cara que adora didática, e se passa por coisas experimentais (not!)… Mas enfim, foi até que legal, e eu entrei em contato maior com duas atividades que até então só conhecia superficialmente e, de tão legais, queria comentá-las com vocês =D

Torre de Hanói

Dia_009 - 09-10-2012

     Criado no século XIX por um matemático francês chamado Édouard Lucas, baseado em uma lenda hindu, que possui várias versões (para variar); a que eu gosto é a seguinte:

     “Reza a lenda que Brahma chegou em um templo, na cidade de Hanói, e fincou duas estacas, uma do lado da outra, junto com uma pilha de 64 discos de ouro, e ordenou que seus sacerdotes movessem todos os discos para uma das estacas, segundo as regras:

     - Mover um disco de cada vez;

     - Só se pode mover o disco no topo de cada pilha, não os que estão abaixo;

     - Um disco de diâmetro maior não pode fica acima de um menor.

Feito isso, o mundo como o conhecemos se dissolveria e seria reconstruído como o mundo de Hanói.”

     Simples, não? É um joguinho muito legal de se jogar, e exercita várias coisas, como o seu raciocínio, e sua memória, pois como todo jogo de movimentação de peças, há um número mínimo de movimentos para completar o jogo. Supondo que você tenha $n$ discos, a quantidade mínima de movimentos é $2^n-1$. No caso do Brahma, supondo que cada movimento durasse 1 segundo, o tempo gasto para mover completamente os discos seria $2^64-1=18446744073709551615$ segundos, o que nos daria aproximadamente $585$ bilhões de anos… Acho que vai demorar um pouco para este mundo se desfazer, não? =D

     E em tempo: Aqui dá para jogar uma versão interativa do Hanói… Test your might!

Tangram

     2012-10-16 11.47.11

     Também chamado de quebra-cabeça chinês, é antigo, mas sem uma data precisa, já que há várias versões de sua origem. O que se sabe é que ganhou notoriedade com as navegações inglesas, chegando no ocidente lá pelo século XIX. A versão da história que eu gosto é a seguinte:

     “Um monge budista chegou com o seu discípulo mais estimado, e o incumbiu da missão de viajar pelo mundo e registrar tudo o que viu e ouviu. Para tal, ele o entregou um pincel, tintas, um rolo de pergaminho, e um espelho quadrado. Seu discípulo, ao receber os itens, de tão emocionado que estava com a tarefa deixou acidentalmente o espelho cair, se quebrando exatamente em sete pedaços (como na foto), e tanto o mestre quanto o discípulo perceberam que a partir dali era possível desenhar todas as formas conhecidas…”

     As peças do Tangram são chamadas de tans, e como na história, o objetivo é “desenhar” objetos com os seguintes requisitos:

     - Deve-se usar todos os tans;

     - As figuras devem sempre se tocar, mas nunca ficar uma acima da outra.

     Também simples, o tangram é bom para exercitar as noções de espaço, e a sua imaginação para a construção das figuras, que pela complexidade, acabam sendo muitas vezes silhuetas das imagens que você quer desenhar. Como exemplo de falta de imaginação, olha o que saiu quando eu estava brincando:

Dia_016 - 16-10-2012

Legal, não? xD Aqui dá para ver se você consegue desenhar direitinho com a figuras, pois ele já dá as dicas com as silhuetas ^^

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EDIT: Era para ter postado isso na semana passada, mas parece que o diabo resolve atentar, e só consegui tempo para isso nesses dias… Como tudo resolveu acontecer ao mesmo tempo, eu vou ver se apareço mais por aqui, até para poder espairecer, e prosear um bocadinho com vocês ^^ Me cobrem, me cobrem! Enquanto isso, podem se deliciar com as receitas que a senhora minha noiva bonitona está nos ensinando a fazer aqui… Vou tentar fazer o pão esses dias, espero que dê certo! \o/ Ao menos deu para adicionar umas coisinhas na postagem original, vamos ver se ficou mais legal =D

 

     Nos vemos no outro salve,

Aurélio.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

2012, cadê você, eu vim aqui só pra te veerrrr ///o///

     Fala aew povo, beleza? Primeiro post do ano, e talz, então bora lá pra uma atualização rápida do que estou fazendo, pra que eu não tenha que dar mais uma vez uma desculpa me culpar por não atualizar esse treco xD
     Bem, estou trabalhando com afinco na tese. Esses dias passei estudando intensivamente uns artigos, e lendo umas teses, e reproduzindo a maioria dos resultados. Estou pegando a manha do processo, e acho que em poucos dias esboço uma prova da versão que estou estudando, acho que agora vai! \o/
     Quanto à Ítaca, bem, deveria falar um pouco de como estão as coisas aqui, e talz... Mas as coisas meio que estão se desenrolando, e estou tendo uns pepinos adicionais... Se der, conto com mais calma quando a poeira baixar, tá? Me lembrem disso xD
     Acho que não tem nada a mais pra falar, só que preciso atualizar o blog com mais frequência... Vou ver como faço isso, agora que consigo acessar o blogger daqui da UFAM \o/ Tem o celular também, que é mó legal, e talvez eu me esforçe um peidinho pra poder escrever por ele também ^^

     See ya at the next savepoint,

     Aurélio.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Notícias do sumiço xD

     Fala aew povo, tudo em riba? (Eu gosto de achar que uma penca de gente lê isso aqui, mas a verdade é que são apenas uns 2d4 de gatos pingados xD) Faz um tempo que não mexo por aqui, pra variar ¬¬, e todo aquele papo de reavivar o blog, e talz... Mas dessa vez foi um bocadinho diferente, e cabe uma historinha aqui ^^
    Bem, como alguns de vocês sabem, eu estava envolvido em um tal "projeto secreto". Tal projeto era basicamente um concurso. Bem, na realidade, era o Concurso para a Carreira do Magistério Superior, pela Universidade Federal do Amazonas (aka UFAM), na área da Matemática, para o Campus em Itacoatiara (para mais detalhes, olha aqui). Certo, eu sou tecnicamente um Físico de formação, mas eu também gosto de Matemática, e foi o incentivo de um amigo (um tal de Lúcio ^^), junto com todas as oportunidades de coisas legais que apareceram na minha cabeça (dominar o mundo!), pensei em fazer esse concurso. E adivinhem, caros amigos: 

(pausa dramática...)

Eu passei! 

     Pois é, estudamos (sim, estava fazendo junto com Lúcio :P) que nem uns condenados pois, embora fosse para a sub-área de geometria diferencial, coisa que até que dominamos bem (Gravitação e Cosmologia é basicamente Relatividade Geral, o que faz o camarada estudar geometria pra caralho ^^), o estresse todo foi pra adequar o modo de pensar ao modo matemático (que é diferente pra caralho do físico), e fomos lá pra Fortaleza para fazer a prova (não, não foi em Manaus o teste. E também não, quase não conheci Fortaleza. Ao menos não as praias, e todas as coisas de gente normal. Sim, odeio não sou fã de praia :P)
     Então, o concurso basicamente era dividido em três partes: Uma prova escrita, uma prova didática, e a prova de títulos. As duas primeiras partes eram de caráter eliminatório, enquanto a última era apenas classificatória. Chegamos lá no domingo (as provas seriam ao longo da semana), e talz, e o tema sorteado para a prova escrita foi sobre o Teorema Egrégio de Gauss (outro dia vou catar meus alfarrábios aqui, e mostro pra vocês do que se trata ^^). Quatro horas de prova na segunda-feira, e o resultado apenas na terça. Dedos roídos, e sai a nota: Peguei um sete, beleza! Na quarta, sorteio do tema para a prova didática, e o tema sorteado foi... Teorema Egrégio de Gauss! Pareceu piada na hora, ainda mais porque estávamos falando dessa possibilidade no outro dia, mas só de brincadeira, mas realmente, caiu exatamente o dito cujo de novo. Foi dado um dia pra preparar a aula, e na quinta fui o primeiro a apresentar a aula, seguida da arguição da banca. Depois disso, eu até que fiquei um pouco preocupado, mas quer saber? Agora já foi, vai na fé de Odin que agora saiu das minhas mãos xD Na sexta sai o resultado, e pego um oito! Como a prova de títulos só é classificatória, e tinham só dois no concurso, para duas vagas, era só correr pro abraço agora \o/
  Como eu disse, eram dois caras (eu e Lúcio), pra duas vagas. Eu particularmente achei isso um fator adicional pro estresse, pois competir com os outros é uma coisa; se vc perder, os outros que são melhores que você. Mas competir com a sua sombra é uma merda, porque se você se foder, é porque você é um merda, e nada mais... Mas enfim, eu passei, e oficialmente eu sou serei professor assistente do Departamento de Matemática do ICET - UFAM, lotado no Campus de Itacoatiara. Sou importante agora \o/
  O mais divertido disso é que a sarna vai começar a ser coçada agora, pois o trabalho vai só começar: Dar aula, motivar alunos, fazer pesquisa, orientar alunos, provavelmente gerenciar alguns aspectos acadêmicos... Não vai ser fácil, mas quem disse que eu quero moleza? Bring it on baby! 
  Pronto, era isso. Agora vocês sabem de tudo que aconteceu nesses 2 (eu acho) meses, e agora eu vou ver se finalmente consigo reavivar este localzinho... Até porque eu estou ficando com gana de escrever, e estou me enfiando em outro projeto, para acelerar a pesquisa do doutorado, e reavivar todos os projetos pendentes. Vamos ao encontro do mais forte!

     See ya at the next savepoint,

Aurélio (pois é, tinha me esquecido que Marilyn Manson é foda pra carai \o/)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Dissertação :P

     Faz um tempo que estou enrolando, e depois de uma porrada de contratempos, olha a minha dissertação mó foda aew \o/

(Se não conseguir visualizar, clica aqui.)

O legal desse trabalho é que, além de render uns dois artigos, foi uma coisa que eu parei de escrever no meio do caminho (eu me disperso pra caralho x.x), e tive que terminá-la com a faca na garganta… Não contente com isso, eu demorei um pouco pra entregar a versão final, e no exato dia que tinha reunido toda a papelada, o Hd no notebook simplesmente deixou essa existência, acredita? Puta sorte foi que eu mandei uma cópia pr’um dos orientandos do meu orientador, pois ele estava estudando umas coisas da parte inicial desta. Eu tinha uma que tinha impresso pra corrigir, e daí foi simples redigitar tudo, e entregar. Agora, só falta o diploma, pra finalmente eu poder ser chamado de Msc Aurélio :P

See ya at the next savepoint o/

Aurélio (Jogando Megaman X4, pra desopilar um bocadinho ^^)

domingo, 18 de abril de 2010

Uma gentil pincelada no Teorema dos Resíduos

     Bem, estes dias têm sido um pouco corridos, ter que estudar a sério as coisas, e com um limite meio apertado, não é algo que se deva fazer. Mas, tirando esses mimimis da jogada, hoje eu queria escrever sobre uma coisa que eu gosto demais, e em parte motivado por algumas discussões com um amigo meu essa semana (calcular propagadores inversamente é uma porcaria ;p), que é o cálculo (ou análise, fica mais bonito) em variáveis complexas. Os resultados são bonitos, todo o conjunto na realidade, é muito interessante de estudar, e a aplicabilidade é variada, indo desde mecânica dos fluidos, teoria de circuitos, e outras coisas mais. Não tenho intenção de perder o meu tempo (e nem o seu, caro leitor ^^) rasgando seda com o assunto, por isso vou direto ao que eu quero expor. Se você não tem o menor saco com a matemática, ou não está com vontade de ler um texto provavelmente longo, pare por aqui.

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Um dos resultados que eu gosto muito deste tópico é o chamado Teorema dos Resíduos, que basicamente enuncia que a integral

\[\oint_C f(z) dz\]

depende somente das singularidades da função $f(z)$ que estão encerradas dentro do contorno suave $C$; Se $z_i$ são essas singularidades, então temos que

\[\oint_C f(z) dz=2\pi i\sum_{j=0}^n\text{Res}(f(z),z_j).\]

onde $\text{Res}(f(z),z_j)$ é o resíduo da função $f(z)$ no ponto $z_j$. Basicamente, o resíduo é o que sobra (daí o nome) quando definimos a série de Laurent da função $f(z)$ em torno do ponto $z_j$, e estudamos a convergência dessa série com integrais. É um resultado muito poderoso, pois mostra que efetuar essa integral independe totalmente da forma do caminho, bastando apenas saber se há singularidades dentro da região ou não.

     Certo, mas e daí? Bem, uma aplicação legal desse teorema é o cálculo de integrais impróprias. Para exemplificar, podemos pegar a integral

\[I=\int_{-\infty}^{+\infty}\frac{1}{x^2+a^2}dx.\]

Essa é uma integral bem simples, tabelada, e tudo o mais. A primitiva da função no integrando é simples de calcular, dá (rabiscando um papel aqui) $\frac{1}{a}\text{arctg}(x/a)$. Aplicando os limites acima, vai dar um trabalhinho pra mostrar que eles dão $\pi/a$. Mas podemos usar o teorema dos resíduos pra calculá-la. A primeira coisa a fazer é considerar a versão complexa dessa integral:

\[I=\oint_C \frac{1}{z^2+a^2}dz,\]

onde podemos considerar o $C$ como decomposto abaixo:

Figura plano01

(Pois é, só um pretexto pra desenhar, e mal ;p) E então temos a integral

\[\oint_C \frac{1}{z^2+a^2}dz=\int_{C_1}\frac{1}{z^2+a^2}dz+ \int_{C_2}\frac{1}{z^2+a^2}dz.\]

A integral do lado esquerdo podemos calcular direto com o teorema dos resíduos: Como já devem ter notado, a função tem duas singularidades, que estão marcadas na figura. Como apenas uma delas está dentro do contorno $+ia$, e ele é a raiz da função, podemos calcular diretamente o resíduo da maneira

\[\text{Res}(f(z),+ia)=\lim_{z\rightarrow ia}(z-ia)\frac{1}{z^2+a^2}=\frac{1}{2ia}.\]

E vamos reservar esse resultado. A integral ao longo de $C_1$ é a integral que queremos calcular originalmente, se fizermos $R\rightarrow\infty$. Assim só nos resta calcular a integral em $C_2$. Mas, como estamos interessados no limite citado acima, podemos fazer uma estimativa da integral. Temos que

\[\left|\int_{C_2}\frac{1}{z^2+a^2}dz\right|\leq\int_{C_2}\left|\frac{1}{z^2+a^2}\right||dz|,\]

Bem, não entrando em detalhes demais, podemos parametrizar essa integral da forma $z=Re^{i\theta}$, e o lado direito torna-se a integral

\[\int_0^\pi\frac{R}{\sqrt{R^4+a^4+R^2a^2\cos 2\theta}}d\theta\approx\mathcal O(R^{-3})\]

Que, no limite $R\rightarrow\infty$, vai a zero. Então podemos dizer que a integral sobre $C_2$ vai pra zero, e temos que

\[\int_{-\infty}^{+\infty}\frac{1}{x^2+a^2}dx=2\pi i \text{Res}(f(z),ia)=\frac{\pi}{a}.\]

E Voilá! Obtemos exatamente o resultado que está tabelado.

     “Poxa, isso é complicado pra caramba, prefiro usar um programa pra calcular isso, mimimi…” Bem, com esse exemplo parece complicado mesmo… Mas você pode calcular uma míriade de integrais, muitas das quais os programas mais modernos dão umas funções muito das suas esquisitas. E isso ainda quando dá para usar um programa.

     Bem, aqui está. Eu poderia continuar dissertando horas e mais horas, mostrando como têm integrais realmente escrotas de se fazer, que são extremamente simples com esse método, mas acho que, se você chegou até aqui, seu interesse o levará a ler outras coisas. Basicamente, todo o livro de Cálculo em uma variável complexa que vale o papel impresso têm esse resultado, e de forma mais geral. E particular, eu cito os

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No mais, é só pela semana. See ya at the Next Savepoint o/

domingo, 29 de novembro de 2009

Produção da semana

     Bem, como dito na última sessão, trabalhos serão apresentados assim que forem concluídos… Na realidade, este foi terminado faz um certo tempo, está na revisão (e depois eu que sou meio lerdo ;p). Eu poderia contar toda a história de Riemann, e como seus trabalhos, e os de Gauss, mudaram toda a maneira de ver a geometria. Mas deixo isso pra outro dia ^^

Riemann01 

(Como eu disse, ainda falta revisar. Se quiser ajudar, é só falar \o/ A versão original está aqui, bem como uma cópia em inglês…)

     A outra parte ainda está no estudo de Fluxo de Ricci, que parece que vai render um bocado de pano pra manga, o estudo de singularidades do doutorado, e as outras coisas que já falei um pouco ^^

     Quanto ao resto das coisas, eu usei mais a parte offline do diário pra extravasar,  por isso não tem muito porque reprisar aqui… Mas se tiver saco, passa no fotolog ^^

     See ya at the Next Savepoint =D

     Aurélio

domingo, 27 de setembro de 2009

Um textinho simples sobre classes de equivalência

     Basicamente, numa discussão perdida com a minha querida senhora, fiquei de escrever alguma coisa sobre congruência modular, e o resultado foi isso aqui

Lendo agora, realmente acho que poderia ter escrito mais coisa… Mas vou mudá-lo assim que tiver tempo, até pq tem uma figura meio deslocada…

 

See ya at the Next Savepoint =D

Aurélio

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Sobre o que estou fazendo

      Bem, faz tempo que eu queria começar essa seção, só não sabia como iniciar, e com o quê… Mas, como estou querendo começar a mostrar serviço, nada mais justo com algo que eu já tenha feito não? Então vamos lá:

Livrinho foda =D

     Este é um projeto velhinho, coisa do meio do mestrado. Achei o livro bom, e para aprender a mexer no TeX, bem como estudar algo diferente, resolvi traduzí-lo na íntegra, e o resultado está aqui. Falta a revisão, então provavelmente teremos uma penca de erros detectados (mow, não infarta de tanto erro /o\). Estou fazendo a revisão, coisa que está demorando mais que o previsto, mas coisas que será mudada em breve. Este espaço será basicamente para mostrar o que eu estou fazendo atualmente, ou para discutir sobre o assunto. Diferente das reflexões, que são coisas soltas, aqui vou tentar manter um certo nível de rigor.

See ya at the next Savepoint =D

Aurélio